Assim...

Assim...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Poema-Carlos Drummond de Andrade



"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar."
(Carlos Drummond de Andrade)

Beijos da amiga
Claudia

quinta-feira, 11 de março de 2010

Um quase poeta...



Um quase poeta

No seu galanteio
buscando palavras
bonitas de seu coração
na conquista da pessoa
amada...

Coração esse que anda
batendo mais rápido
mais feliz

Coração apaixonado
cheio de sentimentos
aflorados
fazendo assim, se formar
um lindo poema

O amor
como sempre criando
...um lindo quase poeta...


(Claudia Marques)

Beijos da amiga
Claudia

sexta-feira, 5 de março de 2010

Reflexão- Mulherão(Martha Medeiros)




Mulherão


Peça para um homem descrever um mulherão.
Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, nas pernas, bumbum
Vão dizer que tem que ser loira, 1,80 m, siliconada.

Agora, pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina...

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir ao trabalho e mais dois para voltar e, quando chega em casa, encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de R$ 100,00.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega. é quem, de manhã bem cedo, já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde, trabalha atrás de balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha, é quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.
Julianas, Luizas, Sheilas ...

Mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão é quem mata um leão por dia!

(Martha Medeiros)

Beijos da amiga
Claudia

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Poema-Mell Glitter







MINHAS MENINAS
Dentro de mim moram duas meninas:
uma é tímida, recatada e sonhadora;
a outra, mais atiradinha,
é maliciosa,atrevida e sedutora!
A menina tímida é romântica.
Sonha com o príncipe encantado.
Acredita no amor, nas grandes paixões.
Dona de um coração apaixonado!
Já a menina danadinha,
gosta mesmo é do lobo mau,do bicho papão...
Ela vive dos prazeres carnais,
e o amor prá ela, é só uma ilusão.
Mas o melhor, é quando elas se encontram.
Então a mulher que há em mim, desperta!
E nessas horas, não sou mais nem menos,
só a medida certa!
E tudo misturado, se completa.
Doses perfeitas de paixão e sedução.
E minhas menininhas se divertem,
do bom senso à perdição!
(Mell Glitter)

Beijos da amiga
Claudia


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Lembranças gostosas-Claudia Marques



Lembranças gostosas


O preparo do almoço em família
primos brincando numa farra
descomprometida com tudo...


O som suave do violão
a voz forte do vô, tio e tia,
numa seresta feliz


O cheiro hum... Que delícia,
um misto de assado
com o perfume da salada de fruta


Discussão? Nada...
apenas uma conversa
animada e divertida...


A noite as crianças sonolentas
ou adormecidas, despertavam ao som
do canto das pedras de víspora,
numa brincadeira aos sorrisos,
pareciam crianças, os adultos.


Dessas lembranças gostosas,
vem a certeza de que:


...como foi gostosa minha infância...
(Claudia Marques)


Beijos da amiga
Claudia

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Poema-Gustavo Drummond


AH! ESSE AMOR...
feito de matéria estranha,
volátil, versátil.
viciante, contagiante,
inebria, contagia.
se espalha em parabólas,
paranóias.
enreda em teias consistentes.
desafia arquétipos,
tabus,
lendas.
um frescor que se eterniza.
choque de lábios
encontro de almas
e corpos.
chuva exterior,
rócio perene.
fazer amor
sob cometas.
transgride,
avança,
afronta,
desafia.
lança
e alvo.
lírios lirícos,
versos brancos.
riacho de resina,
mulher-menina,
jovem-homem.
comem
do mesmo prato,
bebem do mesmo sumo.
encenam
idênticos sonhos,
entre gemidos, sussurros.
um gosto de caramelo,
aroma de delícia.
habitam mesmo castelo,
ardem em igual fogueira!
(gustavo Drummond)

Beijos da amiga
Claudia


Música- Zé Geraldo Cidadão




Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
e me diz desconfiado, tu tá aí admirado
ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
eu nem posso olhar pro prédio
que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
por que que eu deixei o norte
eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
tinha direito a colher
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
e o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar...

Beijos da amiga
Claudia

Guerra de Paz (Clauventure)

Não haverá separação...Eu luto com as armas da paz. Eu acolho, respeito e cuido do meu amor! Clauventure